
Por Junior Aguiar
A vereadora de Olinda e candidata a deputada estadual Eugênia Lima (PT) criou a Tribuna Popular, uma iniciativa de campanha eleitoral que leva às ruas um microfone aberto para ouvir a população, prestar contas do mandato e construir coletivamente propostas para Pernambuco. A ação amplia para outros territórios uma das principais marcas da atuação política da petista: a participação popular como instrumento para construir políticas públicas.
Na prática, a Tribuna Popular transforma espaços de grande circulação em locais de debate político. Em vez de esperar que as pessoas procurem um gabinete ou participem de uma reunião formal, a proposta é dialogar com a população onde ela está, criando uma oportunidade para que moradores, trabalhadores e cidadãos possam falar diretamente sobre os problemas que enfrentam e também apresentar ideias para o futuro de Pernambuco.
A Tribuna Popular não surgiu de forma isolada. A iniciativa dá continuidade a uma metodologia que Eugênia Lima desenvolveu desde sua atuação como vereadora em Olinda.
Ao longo do mandato, a parlamentar criou diferentes instrumentos para aproximar a atividade legislativa da população, entre eles o Fala, Olinda!, o Gabinete Itinerante e o Fórum dos Bairros.
Cada iniciativa possui características próprias, mas todas partem do mesmo princípio: quem vive os problemas da cidade precisa participar da construção das soluções.
O Gabinete Itinerante, por exemplo, levou o mandato para diferentes comunidades de Olinda, permitindo que moradores apresentassem diretamente suas demandas. Já o Fala, Olinda! criou espaços de diálogo sobre temas específicos, enquanto o Fórum dos Bairros aprofundou a escuta territorial.
A relação entre as duas iniciativas é direta.
O Gabinete Itinerante nasceu dentro de um mandato municipal e foi pensado para aproximar a vereadora dos bairros de Olinda. A Tribuna Popular, por sua vez, amplia essa experiência para diferentes cidades de Pernambuco.
A mudança de escala acompanha a própria mudança de projeto político de Eugênia.
Como vereadora, sua atuação está concentrada nas demandas de Olinda. Como candidata à Assembleia Legislativa, ela passa a apresentar propostas para todo o Estado e, por isso, precisa conhecer realidades que ultrapassam os limites do município.
A Tribuna Popular surge justamente como uma ferramenta para isso.
“O Gabinete Itinerante mostrou para a gente a importância de sair do gabinete e ir até as pessoas. Agora, queremos ampliar essa experiência, ouvir Pernambuco inteiro, prestar contas do nosso trabalho e transformar essas vozes em propostas para o nosso Estado”, destacou Eugênia.
Um diferencial da Tribuna Popular é que o espaço não foi pensado apenas para receber reclamações ou sugestões.
A iniciativa também funciona como prestação de contas do mandato de Eugênia Lima.
Durante os encontros, a candidata apresenta ações desenvolvidas na Câmara Municipal de Olinda, projetos aprovados, emendas e resultados alcançados durante sua atuação parlamentar.
Essa dimensão é importante porque estabelece uma relação de mão dupla entre mandato e população.
De um lado, a vereadora apresenta aquilo que já realizou. De outro, abre espaço para que as pessoas avaliem esse trabalho, apontem novos problemas e apresentem demandas.
A atuação de Eugênia também oferece exemplos concretos de como a escuta popular pode resultar em mudanças legislativas.
Na área da cultura, a vereadora foi autora da emenda que estabeleceu prazo para o pagamento dos cachês dos fazedores de cultura contratados para o Carnaval de Olinda. A medida enfrentou veto do Executivo, posteriormente derrubado pela Câmara, e resultou em uma conquista para trabalhadores que historicamente convivem com incertezas e atrasos na remuneração.
Na defesa das mulheres, Eugênia criou o Protocolo Violeta, aprovado pela Câmara Municipal, estabelecendo medidas de prevenção, acolhimento e enfrentamento da violência e da importunação sexual em estabelecimentos comerciais e de lazer.
Também foi autora do pedido de abertura de uma CPI para investigar os contratos e a prestação do serviço de coleta de lixo em Olinda, levando para o Legislativo um problema apontado reiteradamente pela população.
São exemplos que ajudam a explicar a lógica defendida pela parlamentar: escutar a população não significa apenas ouvi-la, mas criar mecanismos para transformar aquilo que é ouvido em atuação política.
Um microfone aberto em uma praça, avenida ou centro comercial quebra a distância tradicional entre eleitor e candidato.
Não existe uma plateia previamente selecionada nem uma pauta necessariamente fechada. A população pode falar sobre aquilo que considera mais importante.
Essa dinâmica permite que a campanha seja também um espaço de aprendizado para a própria candidata.
Para Eugênia, ouvir Pernambuco significa compreender melhor quais devem ser as prioridades de um eventual mandato na Assembleia Legislativa.
A proposta, portanto, é construir uma campanha que não apenas apresente propostas, mas também recolha propostas.

A Tribuna Popular também reforça o discurso de Eugênia Lima de que sua candidatura é construída a partir das ruas.
A vereadora chega à disputa estadual depois de ter sido a mulher mais votada da história da Câmara Municipal de Olinda, com 7.110 votos em 2024, e de desenvolver um mandato marcado por iniciativas de participação social, defesa da cultura e fiscalização do poder público.
Agora, a candidata procura transformar essa experiência municipal em uma proposta de representação estadual.
A lógica permanece a mesma: estar perto das pessoas, ouvir as comunidades e transformar demandas em ações.
A diferença é que o território de escuta passa a ser Pernambuco.
Por Junior Aguiar
A vereadora de Olinda e candidata a deputada estadual Eugênia Lima (PT) criou a Tribuna Popular, uma iniciativa de campanha eleitoral que leva às ruas um microfone aberto para ouvir a população, prestar contas do mandato e construir coletivamente propostas para Pernambuco. A ação amplia para outros territórios uma das principais marcas da atuação política da petista: a participação popular como instrumento para construir políticas públicas.
Na prática, a Tribuna Popular transforma espaços de grande circulação em locais de debate político. Em vez de esperar que as pessoas procurem um gabinete ou participem de uma reunião formal, a proposta é dialogar com a população onde ela está, criando uma oportunidade para que moradores, trabalhadores e cidadãos possam falar diretamente sobre os problemas que enfrentam e também apresentar ideias para o futuro de Pernambuco.
A Tribuna Popular não surgiu de forma isolada. A iniciativa dá continuidade a uma metodologia que Eugênia Lima desenvolveu desde sua atuação como vereadora em Olinda.
Ao longo do mandato, a parlamentar criou diferentes instrumentos para aproximar a atividade legislativa da população, entre eles o Fala, Olinda!, o Gabinete Itinerante e o Fórum dos Bairros.
Cada iniciativa possui características próprias, mas todas partem do mesmo princípio: quem vive os problemas da cidade precisa participar da construção das soluções.
O Gabinete Itinerante, por exemplo, levou o mandato para diferentes comunidades de Olinda, permitindo que moradores apresentassem diretamente suas demandas. Já o Fala, Olinda! criou espaços de diálogo sobre temas específicos, enquanto o Fórum dos Bairros aprofundou a escuta territorial.
A relação entre as duas iniciativas é direta.
O Gabinete Itinerante nasceu dentro de um mandato municipal e foi pensado para aproximar a vereadora dos bairros de Olinda. A Tribuna Popular, por sua vez, amplia essa experiência para diferentes cidades de Pernambuco.
A mudança de escala acompanha a própria mudança de projeto político de Eugênia.
Como vereadora, sua atuação está concentrada nas demandas de Olinda. Como candidata à Assembleia Legislativa, ela passa a apresentar propostas para todo o Estado e, por isso, precisa conhecer realidades que ultrapassam os limites do município.
A Tribuna Popular surge justamente como uma ferramenta para isso.
“O Gabinete Itinerante mostrou para a gente a importância de sair do gabinete e ir até as pessoas. Agora, queremos ampliar essa experiência, ouvir Pernambuco inteiro, prestar contas do nosso trabalho e transformar essas vozes em propostas para o nosso Estado”, destacou Eugênia.
Um diferencial da Tribuna Popular é que o espaço não foi pensado apenas para receber reclamações ou sugestões.
A iniciativa também funciona como prestação de contas do mandato de Eugênia Lima.
Durante os encontros, a candidata apresenta ações desenvolvidas na Câmara Municipal de Olinda, projetos aprovados, emendas e resultados alcançados durante sua atuação parlamentar.
Essa dimensão é importante porque estabelece uma relação de mão dupla entre mandato e população.
De um lado, a vereadora apresenta aquilo que já realizou. De outro, abre espaço para que as pessoas avaliem esse trabalho, apontem novos problemas e apresentem demandas.
A atuação de Eugênia também oferece exemplos concretos de como a escuta popular pode resultar em mudanças legislativas.
Na área da cultura, a vereadora foi autora da emenda que estabeleceu prazo para o pagamento dos cachês dos fazedores de cultura contratados para o Carnaval de Olinda. A medida enfrentou veto do Executivo, posteriormente derrubado pela Câmara, e resultou em uma conquista para trabalhadores que historicamente convivem com incertezas e atrasos na remuneração.
Na defesa das mulheres, Eugênia criou o Protocolo Violeta, aprovado pela Câmara Municipal, estabelecendo medidas de prevenção, acolhimento e enfrentamento da violência e da importunação sexual em estabelecimentos comerciais e de lazer.
Também foi autora do pedido de abertura de uma CPI para investigar os contratos e a prestação do serviço de coleta de lixo em Olinda, levando para o Legislativo um problema apontado reiteradamente pela população.
São exemplos que ajudam a explicar a lógica defendida pela parlamentar: escutar a população não significa apenas ouvi-la, mas criar mecanismos para transformar aquilo que é ouvido em atuação política.
Um microfone aberto em uma praça, avenida ou centro comercial quebra a distância tradicional entre eleitor e candidato.
Não existe uma plateia previamente selecionada nem uma pauta necessariamente fechada. A população pode falar sobre aquilo que considera mais importante.
Essa dinâmica permite que a campanha seja também um espaço de aprendizado para a própria candidata.
Para Eugênia, ouvir Pernambuco significa compreender melhor quais devem ser as prioridades de um eventual mandato na Assembleia Legislativa.
A proposta, portanto, é construir uma campanha que não apenas apresente propostas, mas também recolha propostas.

A Tribuna Popular também reforça o discurso de Eugênia Lima de que sua candidatura é construída a partir das ruas.
A vereadora chega à disputa estadual depois de ter sido a mulher mais votada da história da Câmara Municipal de Olinda, com 7.110 votos em 2024, e de desenvolver um mandato marcado por iniciativas de participação social, defesa da cultura e fiscalização do poder público.
Agora, a candidata procura transformar essa experiência municipal em uma proposta de representação estadual.
A lógica permanece a mesma: estar perto das pessoas, ouvir as comunidades e transformar demandas em ações.
A diferença é que o território de escuta passa a ser Pernambuco.

Mandato popular. Política feita
com presença, escuta e
coragem.
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