Legislativo

Eugênia Lima propõe CPI do lixo em Olinda para combater irregularidades na coleta

Por Junior Aguiar

A vereadora Eugênia Lima protocolou na Câmara Municipal de Olinda um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades nos contratos e na prestação do serviço de coleta de lixo no município. Essa foi uma iniciativa na defesa de maior transparência e eficiência na gestão dos resíduos. Um problema que tem gerado críticas constantes da população.

O pedido de CPI apresentado por Eugênia Lima é acompanhado por um estudo técnico detalhado, elaborado por seu gabinete, que reúne dados financeiros, administrativos e ambientais sobre a coleta e o tratamento de resíduos sólidos na cidade desde 2022. Além disso, a proposta conta com o apoio popular por meio de um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas, evidenciando a insatisfação crescente com a situação do lixo em Olinda.

Proposta prevê investigação detalhada dos contratos de coleta do lixo de Olinda

No pedido formal, Eugênia Lima propõe que a CPI do Lixo tenha duração de 90 dias e seja composta por cinco vereadores, respeitando a proporcionalidade partidária. O objetivo é investigar contratos firmados entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2026, além de convocar gestores públicos e representantes das empresas responsáveis pelo serviço para prestar esclarecimentos.

A vereadora critica a continuidade de práticas administrativas que, segundo ela, se arrastam desde gestões anteriores.

“Desde a gestão Lupércio a prefeitura de Olinda coleciona dívidas e acumula aditivos e contratos emergenciais com essas empresas. Chegou a hora de saber por que”, afirma Eugênia Lima.

Crise na coleta de lixo em Olinda preocupa população

A situação do lixo em Olinda tem sido motivo de preocupação constante. Segundo Eugênia Lima, há uma crise recorrente na gestão dos resíduos sólidos, com impactos diretos na saúde pública, no meio ambiente urbano e no equilíbrio fiscal do município.

“Precisamos entender por que a mesma empresa que realiza a coleta no Recife não executa o trabalho da mesma forma em Olinda”, destaca Eugênia.

Entre os principais problemas apontados estão a irregularidade na coleta, o acúmulo de lixo nas ruas e a falta de planejamento na gestão dos resíduos, fatores que têm agravado a insatisfação popular.

Dívidas, contratos e falta de transparência entram na mira de Eugênia Lima

Outro ponto central da CPI proposta por Eugênia Lima envolve a análise da situação financeira da gestão municipal em relação ao serviço de lixo. A prefeitura de Olinda acumula dívidas de cerca de R$ 2 milhões com a Central de Tratamento de Resíduos (CTR Candeias), conforme já apontado por órgãos de controle.

Além disso, a coleta de lixo na cidade é realizada pela empresa Locar Gestão de Resíduos, com indícios de fragilidades na condução desses contratos.

“Há evidências de inadimplência, contratos emergenciais sucessivos, baixa transparência e falhas na destinação final dos resíduos”, afirma Eugênia Lima, apontando possíveis problemas estruturais na gestão do serviço.

Falhas ambientais e ausência de políticas públicas estruturantes

A discussão sobre o lixo em Olinda também envolve questões ambientais. Eugênia Lima destaca que a cidade ainda não implementou de forma efetiva um sistema de coleta seletiva, o que contraria diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Além disso, Eugênia aponta a ausência de políticas de inclusão produtiva para catadores de materiais recicláveis, um elemento fundamental para uma gestão sustentável dos resíduos.

Essas lacunas reforçam a necessidade de uma investigação mais profunda sobre o modelo adotado no município e sobre o cumprimento das obrigações legais relacionadas ao tema.

Impactos visíveis durante o Carnaval e em períodos de chuva

O problema do lixo em Olinda ganhou ainda mais visibilidade durante o Carnaval de 2026, quando imagens de ruas tomadas por resíduos circularam na imprensa e nas redes sociais. Vídeos mostraram foliões tropeçando em montanhas de lixo no Sítio Histórico, um dos principais cartões-postais da cidade.

No entanto, a situação não se restringe ao período carnavalesco. Em diversos bairros, a ausência de coleta regular já vinha sendo relatada meses antes, levando moradores a adotarem medidas improvisadas, como a queima de lixo nas ruas para evitar a proliferação de pragas.

As chuvas registradas no início de maio também evidenciaram o problema, com o aumento do nível do rio Beberibe e o impacto em áreas como Peixinhos e Salgadinho. O acúmulo de lixo em canais e rios contribui para alagamentos e agrava os danos à população.

CPI do lixo reforça atuação política de Eugênia Lima

Mesmo diante das dificuldades para avançar na Câmara, a proposta de CPI do lixo em Olinda reforça a atuação de Eugênia Lima na fiscalização dos serviços públicos e na defesa de melhores condições para a população.

A iniciativa também dialoga com outras pautas já defendidas pela vereadora, como a valorização dos trabalhadores da cultura e a busca por maior transparência na gestão municipal.

Ao trazer dados técnicos, mobilizar apoio popular e provocar o debate público, Eugênia Lima coloca o tema do lixo no centro da agenda política de Olinda, pressionando por respostas e soluções para um problema que afeta diretamente o cotidiano da cidade.

Debate sobre o lixo em Olinda segue em aberto

Embora a CPI ainda não tenha sido instaurada, o debate sobre a coleta de lixo em Olinda continua ganhando força. A combinação de denúncias, dados técnicos e mobilização popular indica que o tema deve permanecer em evidência nos próximos meses.

A proposta de investigação evidencia não apenas a necessidade de apuração de possíveis irregularidades, mas também a urgência de repensar o modelo de gestão dos resíduos sólidos na cidade.

Falta de apoio na Câmara dificulta avanço da CPI do Lixo

Apesar da relevância do tema e da pressão popular, a abertura da CPI do lixo em Olinda enfrenta obstáculos políticos. A decisão final cabe à presidência da Câmara,  mas o regimento interno exige o apoio de pelo menos sete parlamentares para a instalação da comissão.

Atualmente, Eugênia Lima é a única vereadora de oposição à gestão da prefeita Mirella Almeida, e não conseguiu reunir as assinaturas necessárias entre os demais vereadores.

Por Junior Aguiar

A vereadora Eugênia Lima protocolou na Câmara Municipal de Olinda um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades nos contratos e na prestação do serviço de coleta de lixo no município. Essa foi uma iniciativa na defesa de maior transparência e eficiência na gestão dos resíduos. Um problema que tem gerado críticas constantes da população.

O pedido de CPI apresentado por Eugênia Lima é acompanhado por um estudo técnico detalhado, elaborado por seu gabinete, que reúne dados financeiros, administrativos e ambientais sobre a coleta e o tratamento de resíduos sólidos na cidade desde 2022. Além disso, a proposta conta com o apoio popular por meio de um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas, evidenciando a insatisfação crescente com a situação do lixo em Olinda.

Proposta prevê investigação detalhada dos contratos de coleta do lixo de Olinda

No pedido formal, Eugênia Lima propõe que a CPI do Lixo tenha duração de 90 dias e seja composta por cinco vereadores, respeitando a proporcionalidade partidária. O objetivo é investigar contratos firmados entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2026, além de convocar gestores públicos e representantes das empresas responsáveis pelo serviço para prestar esclarecimentos.

A vereadora critica a continuidade de práticas administrativas que, segundo ela, se arrastam desde gestões anteriores.

“Desde a gestão Lupércio a prefeitura de Olinda coleciona dívidas e acumula aditivos e contratos emergenciais com essas empresas. Chegou a hora de saber por que”, afirma Eugênia Lima.

Crise na coleta de lixo em Olinda preocupa população

A situação do lixo em Olinda tem sido motivo de preocupação constante. Segundo Eugênia Lima, há uma crise recorrente na gestão dos resíduos sólidos, com impactos diretos na saúde pública, no meio ambiente urbano e no equilíbrio fiscal do município.

“Precisamos entender por que a mesma empresa que realiza a coleta no Recife não executa o trabalho da mesma forma em Olinda”, destaca Eugênia.

Entre os principais problemas apontados estão a irregularidade na coleta, o acúmulo de lixo nas ruas e a falta de planejamento na gestão dos resíduos, fatores que têm agravado a insatisfação popular.

Dívidas, contratos e falta de transparência entram na mira de Eugênia Lima

Outro ponto central da CPI proposta por Eugênia Lima envolve a análise da situação financeira da gestão municipal em relação ao serviço de lixo. A prefeitura de Olinda acumula dívidas de cerca de R$ 2 milhões com a Central de Tratamento de Resíduos (CTR Candeias), conforme já apontado por órgãos de controle.

Além disso, a coleta de lixo na cidade é realizada pela empresa Locar Gestão de Resíduos, com indícios de fragilidades na condução desses contratos.

“Há evidências de inadimplência, contratos emergenciais sucessivos, baixa transparência e falhas na destinação final dos resíduos”, afirma Eugênia Lima, apontando possíveis problemas estruturais na gestão do serviço.

Falhas ambientais e ausência de políticas públicas estruturantes

A discussão sobre o lixo em Olinda também envolve questões ambientais. Eugênia Lima destaca que a cidade ainda não implementou de forma efetiva um sistema de coleta seletiva, o que contraria diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Além disso, Eugênia aponta a ausência de políticas de inclusão produtiva para catadores de materiais recicláveis, um elemento fundamental para uma gestão sustentável dos resíduos.

Essas lacunas reforçam a necessidade de uma investigação mais profunda sobre o modelo adotado no município e sobre o cumprimento das obrigações legais relacionadas ao tema.

Impactos visíveis durante o Carnaval e em períodos de chuva

O problema do lixo em Olinda ganhou ainda mais visibilidade durante o Carnaval de 2026, quando imagens de ruas tomadas por resíduos circularam na imprensa e nas redes sociais. Vídeos mostraram foliões tropeçando em montanhas de lixo no Sítio Histórico, um dos principais cartões-postais da cidade.

No entanto, a situação não se restringe ao período carnavalesco. Em diversos bairros, a ausência de coleta regular já vinha sendo relatada meses antes, levando moradores a adotarem medidas improvisadas, como a queima de lixo nas ruas para evitar a proliferação de pragas.

As chuvas registradas no início de maio também evidenciaram o problema, com o aumento do nível do rio Beberibe e o impacto em áreas como Peixinhos e Salgadinho. O acúmulo de lixo em canais e rios contribui para alagamentos e agrava os danos à população.

CPI do lixo reforça atuação política de Eugênia Lima

Mesmo diante das dificuldades para avançar na Câmara, a proposta de CPI do lixo em Olinda reforça a atuação de Eugênia Lima na fiscalização dos serviços públicos e na defesa de melhores condições para a população.

A iniciativa também dialoga com outras pautas já defendidas pela vereadora, como a valorização dos trabalhadores da cultura e a busca por maior transparência na gestão municipal.

Ao trazer dados técnicos, mobilizar apoio popular e provocar o debate público, Eugênia Lima coloca o tema do lixo no centro da agenda política de Olinda, pressionando por respostas e soluções para um problema que afeta diretamente o cotidiano da cidade.

Debate sobre o lixo em Olinda segue em aberto

Embora a CPI ainda não tenha sido instaurada, o debate sobre a coleta de lixo em Olinda continua ganhando força. A combinação de denúncias, dados técnicos e mobilização popular indica que o tema deve permanecer em evidência nos próximos meses.

A proposta de investigação evidencia não apenas a necessidade de apuração de possíveis irregularidades, mas também a urgência de repensar o modelo de gestão dos resíduos sólidos na cidade.

Falta de apoio na Câmara dificulta avanço da CPI do Lixo

Apesar da relevância do tema e da pressão popular, a abertura da CPI do lixo em Olinda enfrenta obstáculos políticos. A decisão final cabe à presidência da Câmara,  mas o regimento interno exige o apoio de pelo menos sete parlamentares para a instalação da comissão.

Atualmente, Eugênia Lima é a única vereadora de oposição à gestão da prefeita Mirella Almeida, e não conseguiu reunir as assinaturas necessárias entre os demais vereadores.

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