
Por Junior Aguiar
O Carnaval de Olinda, reconhecido como uma das maiores expressões da cultura popular mundial, não se sustenta apenas pela tradição ou pela força simbólica de suas ladeiras. Por trás da festa que atrai milhões de pessoas, existe uma ampla rede de trabalhadores e trabalhadoras da cultura que garantem sua realização. Nesse cenário, a criação de mecanismos que assegurem direitos, organização e previsibilidade para esses profissionais torna-se fundamental.
Foi com esse objetivo que a vereadora Eugênia Lima (PT) criou uma emenda à Lei Municipal do Carnaval (nº 5.306/2001), estabelecendo um prazo para o pagamento dos cachês das contratações culturais. A proposta, posteriormente aprovada pela Câmara Municipal de Olinda, representa um avanço significativo na valorização dos fazedores de cultura e na organização da festa.
Durante muitos anos, um dos principais problemas enfrentados pelos trabalhadores da cultura em Olinda foi a irregularidade no pagamento dos cachês. Músicos, produtores, agremiações e diversos profissionais envolvidos na cadeia produtiva do Carnaval frequentemente lidavam com atrasos que comprometiam sua renda e dificultavam o planejamento financeiro. Um verdadeiro desrespeito a quem faz a festa acontecer.
Essa realidade impactava diretamente a sustentabilidade do trabalho cultural. Para muitos desses profissionais, o Carnaval é uma fonte essencial de renda construída ao longo de todo o ano. A falta de previsibilidade nos pagamentos gerava insegurança e, em muitos casos, precarização das condições de trabalho.
Diante desse cenário, a criação de uma regra clara para o pagamento dos cachês passou a ser uma demanda histórica da categoria.
Atenta a essa realidade, a vereadora Eugênia Lima apresentou uma emenda à legislação do Carnaval estabelecendo um prazo de até 45 dias para o pagamento dos cachês após o encerramento da festa. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal com ampla maioria (14 votos favoráveis e três abstenções).
A emenda foi construída com o objetivo de garantir mais organização e previsibilidade no dia a dia dos trabalhadores culturais. Além disso, buscou estabelecer um compromisso institucional da gestão pública com aqueles que fazem o Carnaval acontecer.
“O Carnaval de Olinda só existe porque existem trabalhadores e trabalhadoras da cultura que se dedicam o ano inteiro. Não é justo que essas pessoas sigam sendo penalizadas com atrasos que afetam diretamente sua renda e sua dignidade”, afirma Eugênia Lima. “Essa emenda é uma forma de garantir respeito, organização e compromisso com quem faz a festa acontecer”, complementa.
Um dos pontos mais relevantes da emenda é a criação de mecanismos concretos para garantir o cumprimento do prazo. O texto estabelece penalidades em caso de atraso, como a incidência de juros de 1% ao mês e multa de 2% até a data do pagamento.
Além disso, a proposta determina que qualquer atraso deve ser formalmente notificado e justificado ao Órgão Central de Controle Interno e ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Também passa a ser obrigatória a apresentação de um plano de regularização em até 15 dias.
Outro aspecto importante é a priorização desses débitos no cronograma do exercício fiscal seguinte, garantindo que os trabalhadores não sejam prejudicados por mudanças administrativas ou orçamentárias.
A emenda ainda prevê uma medida mais rigorosa: caso os atrasos ultrapassem 60 dias, a Prefeitura de Olinda fica impedida de publicar novos editais ou programações oficiais de Carnaval, salvo em situações devidamente justificadas por interesse público. Esse dispositivo reforça o caráter de responsabilidade da gestão pública diante da cultura.
Apesar da aprovação inicial, a proposta enfrentou resistência. O texto foi vetado pela prefeita Mirella Almeida.
O veto, no entanto, não encerrou o debate. A decisão da prefeita em vetar foi derrubada, e uma nova versão do texto ajustou a contagem do prazo, que passou a ocorrer após a prestação de contas.
O desfecho consolidou uma importante vitória política de Eugênia Lima e, sobretudo, dos fazedores de cultura de Olinda. O processo representou o reconhecimento de uma demanda legítima e histórica da categoria.
A criação de um prazo para pagamento de cachês significa uma política pública que reconhece a cultura como trabalho e os artistas como profissionais que devem ter seus direitos garantidos.
No caso do Carnaval de Olinda, essa discussão ganha ainda mais relevância devido à dimensão da festa. O evento movimenta a economia local, fortalece o turismo e projeta a cidade nacional e internacionalmente. No entanto, esses resultados só são possíveis graças ao trabalho de milhares de pessoas.
"Garantir que esses profissionais recebam de forma justa e dentro de prazos definidos é um passo essencial para fortalecer toda a cadeia cultural", destaca Eugênia Lima.
A implementação da emenda traz uma série de impactos positivos para os trabalhadores e trabalhadoras do Carnaval de Olinda. Entre eles, destacam-se:
Esses fatores contribuem diretamente para a sustentabilidade do setor cultural, permitindo que artistas e produtores possam planejar melhor suas atividades e investir em seus projetos.
Além disso, a medida também tende a elevar o nível de profissionalização da festa, já que cria regras mais claras e fortalece a relação entre poder público e trabalhadores da cultura.
Outro aspecto importante da emenda criada por Eugênia Lima é seu impacto na organização do próprio Carnaval. Ao estabelecer regras claras para pagamentos, a medida contribui para uma gestão mais eficiente e transparente dos recursos públicos.
A exigência de justificativas formais em caso de atraso e a obrigatoriedade de comunicação com órgãos de controle reforçam os mecanismos de fiscalização e responsabilidade.
Isso não apenas beneficia os trabalhadores, mas também fortalece a credibilidade da gestão pública e a confiança da população.
A iniciativa de Eugênia Lima dialoga diretamente com um debate mais amplo sobre o futuro do Carnaval de Olinda. A necessidade de planejamento, organização e valorização da cultura tem sido pauta constante entre trabalhadores, gestores e sociedade civil.
Nesse contexto, medidas como a regulamentação do pagamento de cachês se conectam com outras discussões importantes, como a atualização da legislação do Carnaval, o planejamento urbano da festa e a criação de políticas públicas permanentes para o setor.
Esses temas têm sido abordados em espaços de diálogo como o “Cabe Todo Mundo no Carnaval”, que propõe justamente uma escuta contínua dos diferentes atores envolvidos na festa.
O impacto do Carnaval de Olinda vai além do campo cultural. A festa movimenta diversos setores da economia, como turismo, comércio e serviços, gerando emprego e renda para a população.
Por isso, garantir melhores condições para os trabalhadores da cultura também significa fortalecer o desenvolvimento econômico da cidade.
Uma cadeia cultural organizada, valorizada e bem estruturada tende a gerar resultados mais consistentes, beneficiando não apenas os artistas, mas toda a sociedade.
A aprovação da emenda que estabelece prazo para pagamento de cachês no Carnaval de Olinda representa um avanço concreto na valorização da cultura popular. A iniciativa de Eugênia Lima simboliza o reconhecimento da importância dos trabalhadores que constroem a festa.
Ao garantir mais previsibilidade, segurança e respeito, a iniciativa fortalece não apenas os profissionais da cultura, mas o próprio Carnaval de Olinda como patrimônio coletivo.
Nesse sentido, a atuação de Eugênia Lima se consolida como um marco na defesa de políticas públicas voltadas à cultura, reafirmando um princípio fundamental: não existe Carnaval sem quem o faz acontecer.
Por Junior Aguiar
O Carnaval de Olinda, reconhecido como uma das maiores expressões da cultura popular mundial, não se sustenta apenas pela tradição ou pela força simbólica de suas ladeiras. Por trás da festa que atrai milhões de pessoas, existe uma ampla rede de trabalhadores e trabalhadoras da cultura que garantem sua realização. Nesse cenário, a criação de mecanismos que assegurem direitos, organização e previsibilidade para esses profissionais torna-se fundamental.
Foi com esse objetivo que a vereadora Eugênia Lima (PT) criou uma emenda à Lei Municipal do Carnaval (nº 5.306/2001), estabelecendo um prazo para o pagamento dos cachês das contratações culturais. A proposta, posteriormente aprovada pela Câmara Municipal de Olinda, representa um avanço significativo na valorização dos fazedores de cultura e na organização da festa.
Durante muitos anos, um dos principais problemas enfrentados pelos trabalhadores da cultura em Olinda foi a irregularidade no pagamento dos cachês. Músicos, produtores, agremiações e diversos profissionais envolvidos na cadeia produtiva do Carnaval frequentemente lidavam com atrasos que comprometiam sua renda e dificultavam o planejamento financeiro. Um verdadeiro desrespeito a quem faz a festa acontecer.
Essa realidade impactava diretamente a sustentabilidade do trabalho cultural. Para muitos desses profissionais, o Carnaval é uma fonte essencial de renda construída ao longo de todo o ano. A falta de previsibilidade nos pagamentos gerava insegurança e, em muitos casos, precarização das condições de trabalho.
Diante desse cenário, a criação de uma regra clara para o pagamento dos cachês passou a ser uma demanda histórica da categoria.
Atenta a essa realidade, a vereadora Eugênia Lima apresentou uma emenda à legislação do Carnaval estabelecendo um prazo de até 45 dias para o pagamento dos cachês após o encerramento da festa. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal com ampla maioria (14 votos favoráveis e três abstenções).
A emenda foi construída com o objetivo de garantir mais organização e previsibilidade no dia a dia dos trabalhadores culturais. Além disso, buscou estabelecer um compromisso institucional da gestão pública com aqueles que fazem o Carnaval acontecer.
“O Carnaval de Olinda só existe porque existem trabalhadores e trabalhadoras da cultura que se dedicam o ano inteiro. Não é justo que essas pessoas sigam sendo penalizadas com atrasos que afetam diretamente sua renda e sua dignidade”, afirma Eugênia Lima. “Essa emenda é uma forma de garantir respeito, organização e compromisso com quem faz a festa acontecer”, complementa.
Um dos pontos mais relevantes da emenda é a criação de mecanismos concretos para garantir o cumprimento do prazo. O texto estabelece penalidades em caso de atraso, como a incidência de juros de 1% ao mês e multa de 2% até a data do pagamento.
Além disso, a proposta determina que qualquer atraso deve ser formalmente notificado e justificado ao Órgão Central de Controle Interno e ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Também passa a ser obrigatória a apresentação de um plano de regularização em até 15 dias.
Outro aspecto importante é a priorização desses débitos no cronograma do exercício fiscal seguinte, garantindo que os trabalhadores não sejam prejudicados por mudanças administrativas ou orçamentárias.
A emenda ainda prevê uma medida mais rigorosa: caso os atrasos ultrapassem 60 dias, a Prefeitura de Olinda fica impedida de publicar novos editais ou programações oficiais de Carnaval, salvo em situações devidamente justificadas por interesse público. Esse dispositivo reforça o caráter de responsabilidade da gestão pública diante da cultura.
Apesar da aprovação inicial, a proposta enfrentou resistência. O texto foi vetado pela prefeita Mirella Almeida.
O veto, no entanto, não encerrou o debate. A decisão da prefeita em vetar foi derrubada, e uma nova versão do texto ajustou a contagem do prazo, que passou a ocorrer após a prestação de contas.
O desfecho consolidou uma importante vitória política de Eugênia Lima e, sobretudo, dos fazedores de cultura de Olinda. O processo representou o reconhecimento de uma demanda legítima e histórica da categoria.
A criação de um prazo para pagamento de cachês significa uma política pública que reconhece a cultura como trabalho e os artistas como profissionais que devem ter seus direitos garantidos.
No caso do Carnaval de Olinda, essa discussão ganha ainda mais relevância devido à dimensão da festa. O evento movimenta a economia local, fortalece o turismo e projeta a cidade nacional e internacionalmente. No entanto, esses resultados só são possíveis graças ao trabalho de milhares de pessoas.
“Garantir que esses profissionais recebam de forma justa e dentro de prazos definidos é um passo essencial para fortalecer toda a cadeia cultural”, destaca Eugênia Lima.
A implementação da emenda traz uma série de impactos positivos para os trabalhadores e trabalhadoras do Carnaval de Olinda. Entre eles, destacam-se:
Esses fatores contribuem diretamente para a sustentabilidade do setor cultural, permitindo que artistas e produtores possam planejar melhor suas atividades e investir em seus projetos.
Além disso, a medida também tende a elevar o nível de profissionalização da festa, já que cria regras mais claras e fortalece a relação entre poder público e trabalhadores da cultura.
Outro aspecto importante da emenda criada por Eugênia Lima é seu impacto na organização do próprio Carnaval. Ao estabelecer regras claras para pagamentos, a medida contribui para uma gestão mais eficiente e transparente dos recursos públicos.
A exigência de justificativas formais em caso de atraso e a obrigatoriedade de comunicação com órgãos de controle reforçam os mecanismos de fiscalização e responsabilidade.
Isso não apenas beneficia os trabalhadores, mas também fortalece a credibilidade da gestão pública e a confiança da população.
A iniciativa de Eugênia Lima dialoga diretamente com um debate mais amplo sobre o futuro do Carnaval de Olinda. A necessidade de planejamento, organização e valorização da cultura tem sido pauta constante entre trabalhadores, gestores e sociedade civil.
Nesse contexto, medidas como a regulamentação do pagamento de cachês se conectam com outras discussões importantes, como a atualização da legislação do Carnaval, o planejamento urbano da festa e a criação de políticas públicas permanentes para o setor.
Esses temas têm sido abordados em espaços de diálogo como o “Cabe Todo Mundo no Carnaval”, que propõe justamente uma escuta contínua dos diferentes atores envolvidos na festa.
O impacto do Carnaval de Olinda vai além do campo cultural. A festa movimenta diversos setores da economia, como turismo, comércio e serviços, gerando emprego e renda para a população.
Por isso, garantir melhores condições para os trabalhadores da cultura também significa fortalecer o desenvolvimento econômico da cidade.
Uma cadeia cultural organizada, valorizada e bem estruturada tende a gerar resultados mais consistentes, beneficiando não apenas os artistas, mas toda a sociedade.
A aprovação da emenda que estabelece prazo para pagamento de cachês no Carnaval de Olinda representa um avanço concreto na valorização da cultura popular. A iniciativa de Eugênia Lima simboliza o reconhecimento da importância dos trabalhadores que constroem a festa.
Ao garantir mais previsibilidade, segurança e respeito, a iniciativa fortalece não apenas os profissionais da cultura, mas o próprio Carnaval de Olinda como patrimônio coletivo.
Nesse sentido, a atuação de Eugênia Lima se consolida como um marco na defesa de políticas públicas voltadas à cultura, reafirmando um princípio fundamental: não existe Carnaval sem quem o faz acontecer.

Mandato popular. Política feita
com presença, escuta e
coragem.
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