
Por Junior Aguiar
O Carnaval de Olinda, um dos maiores símbolos da cultura popular mundial, passa por um momento estratégico de reflexão e planejamento. A festa é um verdadeiro complexo de sistema cultural, econômico e social que envolve milhares de trabalhadores, artistas e agentes públicos. Nesse contexto, o "Cabe Todo Mundo no Carnaval", idealizado pela vereadora Eugênia Lima, busca organizar, atualizar e democratizar sua gestão.
O “Cabe Todo Mundo no Carnaval” se constituiu como um processo de escuta contínuo, estruturado a partir de uma série de encontros com trabalhadores da cultura, agremiações, representantes do poder público e integrantes da sociedade civil. O projeto foi pensado como espaços de diálogo, reunindo diferentes experiências e visões de quem vive e constrói o Carnaval de Olinda no cotidiano.
Dentro desse percurso, aconteceu um seminário realizado no auditório da Prefeitura de Olinda, em dezembro de 2025, se destacando como o momento mais estruturado e representativo desse processo. O encontro reuniu e aprofundou as discussões acumuladas ao longo das escutas, consolidando o debate sobre políticas públicas para o Carnaval e reforçando a necessidade de um planejamento contínuo, participativo e conectado com a realidade da festa.
Tradicionalmente, as discussões sobre o Carnaval costumam se concentrar nos meses que antecedem a festa. No entanto, essa lógica tem se mostrado insuficiente diante da complexidade crescente da festa. O "Cabe Todo Mundo no Carnaval" propõe justamente uma mudança de paradigma: tratar o Carnaval como uma política pública permanente no ano todo.
Por isso que a ideia central da iniciativa de Eugênia Lima é planejar melhor o Carnaval ouvindo quem está diretamente envolvido em sua realização.
“O Carnaval de Olinda é construído por muita gente. Por isso, qualquer decisão sobre o seu futuro precisa ouvir essas vozes. A gente defende um planejamento permanente, democrático e que valorize quem faz a festa acontecer”, afirma Eugênia.
Nos últimos anos, o Carnaval de Olinda passou por transformações significativas. O aumento do público, a diversificação das manifestações culturais e a ampliação do impacto econômico tornaram a festa ainda mais relevante — e também mais desafiadora de organizar.
Nesse sentido, foi feita uma análise da Lei Municipal nº 5.306/2001, que regula o Carnaval desde o início dos anos 2000. Embora tenha sido importante em sua época, especialistas e fazedores de cultura apontam que a legislação já não acompanha a realidade atual.
Atualmente, o Carnaval envolve questões que vão desde mobilidade urbana até segurança, passando pela valorização dos artistas e pela sustentabilidade da festa. Dessa forma, Eugênia Lima, entende que a atualização do marco legal torna-se uma necessidade urgente para garantir organização, justiça e eficiência.
Além disso, as mudanças também devem dialogar diretamente com temas fundamentais como a regularização e o reconhecimento dos trabalhadores da cultura, a transparência na gestão de recursos públicos e o fortalecimento das manifestações tradicionais.
A programação do seminário organizado por Eugênia Lima foi estruturada para abordar diferentes dimensões do Carnaval de Olinda. Entre os temas discutidos estiveram o planejamento urbano, a gestão da festa e os desafios relacionados ao incentivo à cultura popular.
O impacto do Carnaval em Olinda é amplo e exige integração entre diversas áreas. Questões como circulação de pessoas, infraestrutura, ordenamento do espaço público e preservação do patrimônio histórico precisam ser consideradas de forma estratégica.
"É fundamental garantir que o crescimento da festa não descaracterize sua essência. Olinda é reconhecida justamente pela autenticidade de suas manifestações culturais, e preservar essa identidade é um dos principais desafios para os próximos anos", destaca Eugênia.
Músicos, produtores, agremiações, técnicos e trabalhadores informais são a base da festa, mas historicamente enfrentam dificuldades relacionadas a reconhecimento e remuneração.
Nesse contexto, ganha relevância a discussão sobre políticas que garantam mais segurança e dignidade para esses profissionais. Um dos temas diretamente relacionados no "Cabe Todo Mundo no Carnaval" foi o prazo fixo de pagamento de cachês, pauta que foi amplamente debatida e que impacta diretamente a sustentabilidade do trabalho cultural.
Eugênia Lima criou uma emenda à Lei do Carnaval que previa o pagamento dos cachês em até 45 dias corridos. O texto, no entanto, foi inicialmente vetado pela prefeita Mirella Almeida. O veto foi derrubado na Câmara de Vereadores. E no final resultou em um substitutivo, ajustando a forma de contagem do prazo para após a prestação de contas.
Mesmo assim, foi uma importante vitória política de Eugênia Lima e, sobretudo, dos fazedores de cultura, que passam a contar com mais segurança e previsibilidade na remuneração pelo seu trabalho.
Mais do que uma celebração cultural, o Carnaval de Olinda tem um impacto significativo na economia. A festa movimenta setores como turismo, comércio e serviços, gerando renda e oportunidades para milhares de pessoas.
Por isso, pensar o Carnaval de forma estratégica também é pensar o desenvolvimento da cidade. Uma gestão mais organizada e eficiente pode potencializar esses impactos positivos, garantindo que os benefícios sejam distribuídos de forma mais justa.
Ao mesmo tempo, é fundamental que esse crescimento ocorra de forma sustentável, respeitando o patrimônio histórico e a qualidade de vida dos moradores.

O “Cabe Todo Mundo no Carnaval” nasce já se projetando para o futuro, buscando construir soluções que garantam a continuidade e o fortalecimento da festa nos próximos anos.
A proposta de transformar o debate em uma prática permanente é um dos principais diferenciais da iniciativa. Em vez de ações pontuais, o objetivo é criar um processo contínuo de avaliação e aprimoramento das políticas públicas para o Carnaval.
“A gente quer que o Carnaval de Olinda continue sendo referência, mas com mais organização, mais valorização e mais participação. Isso só é possível com diálogo permanente”, destaca Eugênia.
O “Cabe Todo Mundo no Carnaval” representa um passo importante na construção de um novo modelo de gestão para o Carnaval de Olinda. Ao promover um debate amplo, participativo e contínuo, a iniciativa contribui para fortalecer uma das maiores expressões culturais de todo o mundo.
E, sobretudo, reafirma uma ideia central: o Carnaval só faz sentido quando cabe todo mundo.
Por Junior Aguiar
O Carnaval de Olinda, um dos maiores símbolos da cultura popular mundial, passa por um momento estratégico de reflexão e planejamento. A festa é um verdadeiro complexo de sistema cultural, econômico e social que envolve milhares de trabalhadores, artistas e agentes públicos. Nesse contexto, o “Cabe Todo Mundo no Carnaval”, idealizado pela vereadora Eugênia Lima, busca organizar, atualizar e democratizar sua gestão.
O “Cabe Todo Mundo no Carnaval” se constituiu como um processo de escuta contínuo, estruturado a partir de uma série de encontros com trabalhadores da cultura, agremiações, representantes do poder público e integrantes da sociedade civil. O projeto foi pensado como espaços de diálogo, reunindo diferentes experiências e visões de quem vive e constrói o Carnaval de Olinda no cotidiano.
Dentro desse percurso, aconteceu um seminário realizado no auditório da Prefeitura de Olinda, em dezembro de 2025, se destacando como o momento mais estruturado e representativo desse processo. O encontro reuniu e aprofundou as discussões acumuladas ao longo das escutas, consolidando o debate sobre políticas públicas para o Carnaval e reforçando a necessidade de um planejamento contínuo, participativo e conectado com a realidade da festa.
Tradicionalmente, as discussões sobre o Carnaval costumam se concentrar nos meses que antecedem a festa. No entanto, essa lógica tem se mostrado insuficiente diante da complexidade crescente da festa. O “Cabe Todo Mundo no Carnaval” propõe justamente uma mudança de paradigma: tratar o Carnaval como uma política pública permanente no ano todo.
Por isso que a ideia central da iniciativa de Eugênia Lima é planejar melhor o Carnaval ouvindo quem está diretamente envolvido em sua realização.
“O Carnaval de Olinda é construído por muita gente. Por isso, qualquer decisão sobre o seu futuro precisa ouvir essas vozes. A gente defende um planejamento permanente, democrático e que valorize quem faz a festa acontecer”, afirma Eugênia.
Nos últimos anos, o Carnaval de Olinda passou por transformações significativas. O aumento do público, a diversificação das manifestações culturais e a ampliação do impacto econômico tornaram a festa ainda mais relevante — e também mais desafiadora de organizar.
Nesse sentido, foi feita uma análise da Lei Municipal nº 5.306/2001, que regula o Carnaval desde o início dos anos 2000. Embora tenha sido importante em sua época, especialistas e fazedores de cultura apontam que a legislação já não acompanha a realidade atual.
Atualmente, o Carnaval envolve questões que vão desde mobilidade urbana até segurança, passando pela valorização dos artistas e pela sustentabilidade da festa. Dessa forma, Eugênia Lima, entende que a atualização do marco legal torna-se uma necessidade urgente para garantir organização, justiça e eficiência.
Além disso, as mudanças também devem dialogar diretamente com temas fundamentais como a regularização e o reconhecimento dos trabalhadores da cultura, a transparência na gestão de recursos públicos e o fortalecimento das manifestações tradicionais.
A programação do seminário organizado por Eugênia Lima foi estruturada para abordar diferentes dimensões do Carnaval de Olinda. Entre os temas discutidos estiveram o planejamento urbano, a gestão da festa e os desafios relacionados ao incentivo à cultura popular.
O impacto do Carnaval em Olinda é amplo e exige integração entre diversas áreas. Questões como circulação de pessoas, infraestrutura, ordenamento do espaço público e preservação do patrimônio histórico precisam ser consideradas de forma estratégica.
“É fundamental garantir que o crescimento da festa não descaracterize sua essência. Olinda é reconhecida justamente pela autenticidade de suas manifestações culturais, e preservar essa identidade é um dos principais desafios para os próximos anos”, destaca Eugênia.
Músicos, produtores, agremiações, técnicos e trabalhadores informais são a base da festa, mas historicamente enfrentam dificuldades relacionadas a reconhecimento e remuneração.
Nesse contexto, ganha relevância a discussão sobre políticas que garantam mais segurança e dignidade para esses profissionais. Um dos temas diretamente relacionados no “Cabe Todo Mundo no Carnaval” foi o prazo fixo de pagamento de cachês, pauta que foi amplamente debatida e que impacta diretamente a sustentabilidade do trabalho cultural.
Eugênia Lima criou uma emenda à Lei do Carnaval que previa o pagamento dos cachês em até 45 dias corridos. O texto, no entanto, foi inicialmente vetado pela prefeita Mirella Almeida. O veto foi derrubado na Câmara de Vereadores. E no final resultou em um substitutivo, ajustando a forma de contagem do prazo para após a prestação de contas.
Mesmo assim, foi uma importante vitória política de Eugênia Lima e, sobretudo, dos fazedores de cultura, que passam a contar com mais segurança e previsibilidade na remuneração pelo seu trabalho.
Mais do que uma celebração cultural, o Carnaval de Olinda tem um impacto significativo na economia. A festa movimenta setores como turismo, comércio e serviços, gerando renda e oportunidades para milhares de pessoas.
Por isso, pensar o Carnaval de forma estratégica também é pensar o desenvolvimento da cidade. Uma gestão mais organizada e eficiente pode potencializar esses impactos positivos, garantindo que os benefícios sejam distribuídos de forma mais justa.
Ao mesmo tempo, é fundamental que esse crescimento ocorra de forma sustentável, respeitando o patrimônio histórico e a qualidade de vida dos moradores.

O “Cabe Todo Mundo no Carnaval” nasce já se projetando para o futuro, buscando construir soluções que garantam a continuidade e o fortalecimento da festa nos próximos anos.
A proposta de transformar o debate em uma prática permanente é um dos principais diferenciais da iniciativa. Em vez de ações pontuais, o objetivo é criar um processo contínuo de avaliação e aprimoramento das políticas públicas para o Carnaval.
“A gente quer que o Carnaval de Olinda continue sendo referência, mas com mais organização, mais valorização e mais participação. Isso só é possível com diálogo permanente”, destaca Eugênia.
O “Cabe Todo Mundo no Carnaval” representa um passo importante na construção de um novo modelo de gestão para o Carnaval de Olinda. Ao promover um debate amplo, participativo e contínuo, a iniciativa contribui para fortalecer uma das maiores expressões culturais de todo o mundo.
E, sobretudo, reafirma uma ideia central: o Carnaval só faz sentido quando cabe todo mundo.

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com presença, escuta e
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